2.869.271
Pontos georreferenciados
Empresas, estabelecimentos comerciais e domicílios exibidos no painel.
Dados, análises e simulações para decisões baseadas em evidências.
O Repositório de Dados do Sistema Produtivo da Economia do Mar do Espírito Santo (E-mar) mapeia atividades portuárias, petróleo e gás, pesca, turismo, construção naval e extração mineral ao longo dos 400 km de costa capixaba. Georreferenciamos empresas, empregos, renda e produção, integramos indicadores setoriais e projetamos efeitos de investimentos para orientar políticas públicas e estratégias privadas.
O Projeto "Sistema Produtivo da Economia do Mar do Espírito Santo (SPEM/ES)" foi criado para revelar o peso das atividades ligadas ao mar em um estado onde 52,84% da população vive em 14 municípios litorâneos. O projeto combina dados administrativos, trabalhistas, censitários e espaciais para dimensionar cadeias produtivas, emprego, renda e distribuição territorial associados a portos, óleo e gás, pesca, turismo, construção naval e extrativa mineral, alinhando desenvolvimento econômico e sustentabilidade costeira.
Na fotografia atual do painel, o repositório digital reúne 2.869.271 pontos georreferenciados, incluindo 37.798 empresas da Economia do Mar, 708.831 demais empresas, 325.902 estabelecimentos comerciais e 1.796.740 domicílios. O módulo Mapa opera com 21 indicadores, 12 malhas territoriais e 63 combinações de macrossetores. O módulo Simulador trabalha com 78 municípios, 10 microrregiões, 35 setores econômicos e 88 CNAEs associados ao recorte da Economia do Mar.
2.869.271
Pontos georreferenciados
Empresas, estabelecimentos comerciais e domicílios exibidos no painel.
37.798
Empresas da Economia do Mar
Recorte empresarial associado aos 88 CNAEs do mar.
21
Indicadores no mapa
Distribuídos em 12 malhas e 63 combinações de macrossetores.
78 / 10 / 35
Escalas do simulador
Municípios, microrregiões e setores econômicos para simulação.
Fontes externas de dados utilizadas no repositório:
A iniciativa é conduzida pela UFES com apoio do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da SECTI (Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional), e financiamento da FAPES. O público beneficiado abrange Governo do Estado, prefeituras, universidades, institutos de pesquisa, empresas e milhares de trabalhadores vinculados às CNAEs do mar, que passam a contar com dados confiáveis para orientar investimentos e políticas territoriais.
O Mapa de Indicadores mostra onde e como a Economia do Mar está presente no Espírito Santo. A partir de CNPJs e CNAEs do mar, os dados são transformados em 21 indicadores territoriais, organizados em 12 malhas e 63 combinações de macrossetores, permitindo comparar municípios e áreas por número de empresas, capital social, porte, idade média e faixas de faturamento estimado.
Saiba mais sobre a metodologiaO simulador estima os impactos econômicos de um investimento por setor (CNAE) e região com base em uma matriz insumo-produto multirregional. O módulo cobre 78 municípios, 10 microrregiões, 35 setores econômicos e 88 CNAEs, gerando estimativas de efeitos direto, indireto e induzido sobre produção, emprego e renda.
Saiba mais sobre a metodologiaRelatórios temáticos investigam elos produtivos, especialização regional e desafios de sustentabilidade em cada macrossetor. As sínteses conectam evidências quantitativas a recomendações estratégicas para gestores e empresas.
Saiba mais sobre a metodologiaAs empresas são classificadas por uma lista de CNAEs construída por especialistas e validada com parceiros institucionais. Entram no recorte as atividades tipicamente do mar em todo o estado e, para atividades condicionadas ao território, apenas as que estão na faixa litorânea.
Os CNPJs são georreferenciados, validados espacialmente no Espírito Santo e agregados por município e grades hexagonais. O painel combina contagens, somas, médias e participações para apoiar diagnóstico territorial, priorização de políticas e planejamento de investimentos.
O investimento informado é modelado como aumento exógeno de demanda no setor e região escolhidos. Com famílias endogeneizadas na matriz, o simulador estima impactos direto, indireto e induzido para comparar cenários e ordens de grandeza.
O mapa mede a presença econômica das atividades ligadas ao mar no território capixaba. Para isso, cruza dados oficiais de empresas com informações geográficas e permite identificar concentração, dispersão e diferenças entre áreas.
A identificação das empresas começa por uma lista de CNAEs construída por especialistas do projeto e validada com parceiros estratégicos. A seleção segue duas regras:
As empresas são georreferenciadas a partir dos endereços cadastrais e passam por validações de coerência espacial no Espírito Santo. Para as atividades condicionadas ao território, é usada uma faixa costeira de aproximadamente 5 km, com tratamento específico para Vitória.
Depois da classificação e localização, os dados são agregados em múltiplas escalas, como municípios e grades hexagonais. Os indicadores usam operações transparentes de contagem, soma, média e participação, com recortes por macrossetor para comparar perfis econômicos locais.
Os resultados devem ser lidos como uma fotografia estruturada da economia formal vinculada ao mar: são úteis para comparações territoriais e tendências, mas não substituem estudos de campo específicos.
O simulador utiliza uma matriz insumo-produto multirregional, que representa as relações de compra e venda entre setores e regiões em um ano-base. Isso permite estimar onde os efeitos do investimento acontecem e como eles se espalham pelos encadeamentos produtivos.
O usuário define setor (CNAE), montante e região. O investimento entra como aumento exógeno de demanda no setor e na região escolhidos, e o modelo calcula a produção adicional necessária com base na estrutura média de insumos observada.
Uma forma transparente de reportar o efeito induzido é compará-lo com o resultado do modelo aberto (sem endogeneização das famílias), mantendo o mesmo choque inicial.
Os resultados devem ser interpretados como estimativas estruturais para comparação de cenários e ordens de grandeza, não como previsão detalhada de um projeto específico.
O SPEM/ES reúne especialistas em economia regional, geociências, logística, políticas públicas e ciência de dados para entregar evidências aplicadas ao mar capixaba.
Coordenador do Projeto
Doutor em Economia Aplicada pela Universidad Complutense de Madrid, Everlam é professor associado da UFES, lidera o LabCidades e atua como consultor do BID em projetos de big data e cidades inteligentes. Coordena a execução do SPEM/ES, alinhando marcos técnicos, orçamento e integração entre geoprocessamento, indicadores e simulador. Seu foco é entregar ao setor público e privado uma plataforma confiável de dados georreferenciados que reduza incertezas na formulação de políticas e investimentos costeiros.
Coordenação Acadêmica
Doutora em Economia do Desenvolvimento pela UFRGS, Pollyanna pesquisa economia política, propriedade intelectual e inovação, com trajetória em planejamento e capacitação institucional no Espírito Santo. No SPEM/ES, coordena agendas de pesquisa, revisa relatórios por macrossetor e lidera ações de formação sobre uso do repositório. Seu objetivo é transformar evidências em publicações acessíveis para governos, academia e trabalhadores, reforçando a capacidade de decisão baseada em dados.
Coordenação do Repositório
Doutor em Economia pela UFRGS e professor da UFES, Rodrigo pesquisa economia política, cadeias produtivas e teoria da dependência. Ele lidera o planejamento técnico do repositório, integra os módulos de indicadores, estudos e simulador, e especifica requisitos de dados abertos com a equipe de TI. O resultado esperado é um ambiente estável e documentado, capaz de apoiar análises prospectivas sobre emprego, renda e arrecadação nos municípios costeiros.
Coautora dos capítulos de energias renováveis e óleo e gás, conecta planejamento energético e transição offshore às projeções do simulador.
Doutor em planejamento energético, modela efeitos regionais das cadeias de óleo e gás e calibra multiplicadores para os cenários de investimento.
Autor do capítulo de abertura sobre Economia do Mar no Brasil e no mundo, sistematiza conceitos e marcos comparados para orientar políticas setoriais.
Pesquisador em cientometria e bibliometria, mapeia redes de produção científica da Economia do Mar para orientar políticas de inovação.
Engenheiro e autor dos capítulos sobre transporte marítimo e construção naval, estrutura indicadores de produtividade, infraestrutura e custos logísticos.
Oceanógrafa com experiência em monitoramento costeiro e uso de sensoriamento (incluindo drones), coautora dos capítulos de portos e construção naval.
Engenheira civil atuante em obras e manutenção portuária, sistematiza custos e parâmetros técnicos de estaleiros para os cenários de capacidade instalada.
Oceanógrafa especialista em impactos de mineração e qualidade ambiental marinha, autora do capítulo de extração mineral e contaminação em áreas costeiras.
Coordena o recorte portuário, com análise de corredores logísticos, custos de atracação e cenários de expansão para os portos capixabas.
Mapeia infraestruturas, calados e conexões modais para estimar capacidade de movimentação e efeitos locais da atividade portuária.
Documenta custos operacionais, rotinas de manutenção e requisitos de segurança que alimentam os cenários do capítulo de portos.
Coautor do capítulo de cientometria, cruza inovação e logística portuária para priorizar investimentos e hubs tecnológicos no litoral.
Autora dos capítulos de turismo e pesca, estuda modos de vida costeiros e indicadores de atratividade para destinos marinhos capixabas.
Pesquisadora de turismo náutico e recreação, consolida dados de demanda, patrimônio cultural e economia criativa para o litoral.
Analisa sustentabilidade e conservação em áreas turísticas, conectando usos recreativos e políticas de gestão costeira.
Integra dados de pesca artesanal e maricultura, documentando cadeias produtivas, conflitos socioambientais e oportunidades de renda.
Levantamento de esforço pesqueiro, valor agregado e logística do pescado, conectando produção com mercado e gestão territorial.
Analisa segurança alimentar, práticas de manejo e indicadores socioambientais para cadeias de pesca e aquicultura.
O projeto é executado pela Universidade Federal do Espírito Santo, com coordenação do LabCidades, cooperação estratégica da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (SECTI) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). A parceria institucional garante infraestrutura analítica, governança de dados e suporte para o desenvolvimento contínuo de painéis, relatórios e simulador da Economia do Mar.
Citação sugerida: SPEM/ES — Sistema Produtivo da Economia do Mar. Universidade Federal do Espírito Santo; Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (SECTI); FAPES, 2025. Repositório da Economia do Mar do Espírito Santo. Disponível em: https://labcidades.ufes.br/e-mar.
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